Segunda-feira, 6 de Novembro de 2006

Não se ama sozinho...

...triste demais para falar, triste demais para escrever...

têm sido assim estes últimos dias... foi assim tb hoje... :'( ontem saí com um casal amigo, das coisas boas que ficaram mesmo depois de termos acabado, e que conheci graças a ele. Eles são impecáveis. Mas a verdade é que... foi uma tarde em que me senti tão... infeliz... tão estranha neste mundo, pois tudo o que fizemos , os sítios onde fomos, tudo, era sempre na companhia dele, e isso ainda não me tinha acontecido... tudo igual, só com a tua ausência brutal. E pensar que eras capaz de estar a fazer aquilo tudo, mas com outra ao lado... dói tanto, tanto, tanto... cheguei ao fim do dia psicologicamente de rastos, a morrer... exausta do esforço que fiz para não parecer triste, para não chorar de dôr, para esconder este aperto aqui dentro... benditos comprimidos para dormir.

Sinto falta de te beijar, de te abraçar, e sentir o teu aperto, daqueles mesmo de peito a peito, francos e sentidos... tenho saudades dos teus olhos a olharem para mim, sinto falta da tua mão a segurar a minha... já experimentei, iludida achei que fosse a mesma coisa, mas... não encaixa tão bem, com o tempo acabei por me aperceber disso. E aquela mão ainda lá está à minha espera, a prometer amor eterno, a mudar a cada dia que passa numa tentativa franca de conquistar o meu amor... e eu aqui... presa a isto, a este amor unilateral... não se ama sozinho... e eu estou cansada de amar sozinha... mas ainda não o suficiente para te arrancar do meu coração... com medo que abras os olhos e voltes a admitir o teu amor por mim, e eu já ter apagado o meu daqui de dentro... nunca me iria perdoar.

Um dos meus piores defeitos, é ser precipitada... e com medo de me voltar a precipitar para uma decisão radical, tento manter o meu coração quente de amor por ti, não vás tu um dia voltar. Que parvoíce, né? Mas agora sinto que ainda tem de ser assim. Sinto que me devo esforçar mais um pouco, que devo lutar por ti, mesmo que esta luta seja o dar-te espaço, seja o dar-te liberdade, para te afastares de mim, e sentires a minha falta... porque depois de tanta vida partilhada, seria impossível não sentires a minha falta. Deixa essa luz passar, deixa isso arrefecer, e sentirás que não sabe ao mesmo, sentirás que não faz tanto sentido como fazia connosco. Eu sei disso.

... ainda temos tantas coisas para fazer... uma vida toda que foi tão querida e sonhada por nós, lembras? :')

eu lembro, e sei que tu tb...

aluado por Bianca às 18:57
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De Love and Devotion a 8 de Novembro de 2006 às 14:20
Olá! Ao ver-te falar e sofrer dessa maneira, é como se tivesse feito uma viagem ao passado, à minha adolescência à qual não sei como sobrevivi! Nas tuas palavras encontro aquelas que também escrevi um dia em imensas folhas de papel que guardo secretamente, como se de um tesouro se tratassem, como se de uma parte de mim fossem… Pois é… Também eu sei o que é sofrer por alguém, ou por uma relação que pensava que existia, mas no fundo, se deixou de existir é porque na realidade nuca existiu, essa é que é a grande verdade! Mas, minha cara: há vida para além daquilo que julgávamos importante! Isso é uma certeza que podes guardar contigo! Talvez te ajude a avançar! Não te vou dizer: tens de te afastar, tens de te abstrair, tens de esquecer, e afins, por de nada vale! Por mais palavras bonitas que te possa dizer, por mais verdades que te diga, não mandamos em nós mesmos, nem no que sentimos! É quase impreterível sofrer e só depois, bem depois, é que a mágoa desaparece, ou quase! Apenas te deixo a certeza de que um dia essa tempestade que te invade se vai dissipar! A minha também se dissipou, ou quase! Não tenhamos a ilusão que iremos esquecer tudo o que um dia nos magoou, porque então estaremos a mentir a nós mesmos! Nem podemos impor a nós mesmos a premissa de esquecer tudo, como única e exclusiva fórmula para voltar a viver! Essa é a grande verdade! Viverás outro amor, mas sem esquecer o passado, porque é graças à memória que somos aquilo que somos no presente! È graças à memória que nos tornamos mais maduros e não caímos nos mesmos erros, ou quase! Sofre agora, para amares depois!
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